FGTS
FGTS atrasado pode gerar rescisão indireta?
O FGTS deve ser recolhido pelo empregador todos os meses, mesmo sem qualquer solicitação do trabalhador. Quando isso não acontece de forma reiterada, a lei entende que há descumprimento de uma obrigação contratual básica — e esse descumprimento pode, dependendo da gravidade, justificar a rescisão indireta do contrato.
O que caracteriza o atraso como falta grave
Um atraso pontual, corrigido rapidamente, tende a ter tratamento diferente de um padrão contínuo de inadimplência. Os elementos que costumam pesar na análise são:
- a quantidade de meses sem depósito;
- se há um padrão de reincidência ao longo do contrato;
- se o trabalhador já notificou o empregador sobre a irregularidade;
- se a ausência de FGTS vem acompanhada de outros descumprimentos, como atraso de salário.
Como conferir se o FGTS está em dia
O extrato analítico pode ser consultado pelo aplicativo FGTS ou pelo internet banking da Caixa Econômica Federal. O ideal é comparar, mês a mês, os valores depositados com o salário efetivamente recebido no período — divergências recorrentes também podem indicar irregularidade.
O que fazer ao identificar o atraso
Antes de qualquer decisão — como pedir demissão ou simplesmente parar de comparecer ao trabalho —, é importante reunir a documentação (extrato do FGTS, contracheques, CTPS) e buscar orientação jurídica. A forma como a saída do contrato é conduzida impacta diretamente nos direitos que podem ser preservados.
Perguntas frequentes
Um único mês de atraso já justifica a rescisão indireta? Não necessariamente. A análise considera o contexto, a reincidência e a gravidade do descumprimento.
Preciso avisar a empresa antes de tomar qualquer medida? Em muitos casos, formalizar uma notificação prévia fortalece a posição do trabalhador, mas a estratégia deve ser avaliada individualmente.